Não concordo com o modo como meu neto é criado.

Não concordo com o modo como meu neto é criado.

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Não concordar com alguns ou muitos aspectos da criação do neto é uma situação bastante comum entre avós, e até esperada. Afinal, os anos a mais de experiência de vida e de criação dos próprios filhos fazem dos avós cuidadores para lá de treinados, especialmente em relação aos pais de primeira viagem.

Mas é preciso lembrar que essa experiência toda foi acumulada justamente porque você teve chance de praticar muito, fazer escolhas, mudar de ideia e aprender com os próprios erros na educação dos filhos.

Por mais que talvez tenha lidado com palpites e sugestões de mãe e de sogra às vezes bem-vindos e às vezes nem tanto, você também quis chegar às suas conclusões sobre como agir com as crianças enquanto mãe.

Diferença de gosto X riscos

Para evitar entrar em choque constante e se desgastar com filhos, genros ou noras, procure separar o que da criação dos netos incomoda porque simplesmente é diferente do jeito como você fazia ou faria daquilo que considera ruim por ser perigoso, não salutar, mal-educado.

“Se cada um vive em sua casa, os avós em última análise têm que aceitar as escolhas dos pais, com exceção de casos muito graves de negligência, abuso, maus-tratos, rejeição. Nessas circunstâncias, eles têm obrigação de expressar o que sentem com uma atitude respeitosa e com uma oferta de ajuda, se possível”, observa a terapeuta de família Gilda Castanho Franco Montoro.

Por exemplo: uma coisa é achar estranho que o bebê mama sem horário definido e outra é se preocupar porque a mãe deixa pela casa cigarros em cinzeiros que ficam ao alcance do bebê.

Como é praticamente inevitável discordar de alguma coisa da criação dos netos, esse tipo de diferenciação entre situações é fundamental para guiar você na hora de aconselhar, palpitar ou intervir. Pense que você não gostaria de ficar o tempo todo ouvindo que o que faz está errado ou poderia ser melhor.

Suas observações sobre netos terão bem mais força se forem pontuais e esporádicas. Não exagere na dose.

Como e quando expressar diferenças

Gilda Montoro lembra que “netos são atribuição dos pais, não dos avós, portanto as regras relativas aos netos devem derivar principalmente dos valores paternos e maternos”. Mesmo nos casos em que todos moram na mesma casa até porque isso ajuda os pais a se responsabilizarem pelos filhos, em vez de deixarem tudo por conta da vovó.

“Se os pais proíbem que as crianças comam açúcar, não tem cabimento os avós encherem os netos de balas”, afirma a terapeuta.

Isso não quer dizer que você não tenha direito a falar, nem que, pior ainda, tenha que engolir malcriação, especialmente dentro da própria casa.

De acordo com a especialista, sua abordagem tem que ser de “conversar muito, sem achar que sabe mais que os outros. Ouvir, ouvir, ouvir. Perguntar e, caso não concordar, expressar seu ponto de vista com respeito”.

Quando falar alguma coisa, evite começar com “no meu tempo…” ou “meus filhos nunca fizeram isso”. Experimente algo como “será que não vale a pena tentar…” ou “você já pensou se daria certo…”.

Evite também dar recado indireto (do tipo “esse menino está tão magrinho…”) ou passar mensagem para a nora através do seu filho (que certamente vai chegar para a mulher dizendo “minha mãe acha que…”).

Diga o que acha, com todo o jeitinho e educação, e não fique magoada se suas opiniões não forem acatadas.

Por Carolina Schwartz

Fonte: babycenter

One Response

  1. Luzia de Almeida.
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    E bem o que estou pensando, muito boa estas informações do Google, sempre com resposta adequada e informações muito boa.obrigada.

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